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O ambiente de negócios atual é caracterizado por rápidas transformações digitais, novas jornadas de trabalho e um mercado altamente competitivo. Para acompanhar todas essas transformações, a aprendizagem corporativa deixou de ser uma opção para se tornar um pilar estratégico de times empresariais competitivos.
Segundo uma pesquisa recente da Deloitte, 79% das organizações afirmam que a aprendizagem é parte integrante das práticas e processos diários, que viabiliza o crescimento e o desenvolvimento contínuos das pessoas colaboradoras. Essas empresas não somente aumentam a produtividade, mas também garantem sua sobrevivência em meio a tantas inovações.
Neste artigo, você vai conferir os principais tipos de aprendizagem corporativa, suas particularidades, indicações, metodologias e benefícios para escolher a melhor abordagem para a sua empresa. Acompanhe!
A definição de aprendizagem organizacional é o conjunto de práticas, estratégias e metodologias utilizadas pelas empresas com foco no desenvolvimento de competências técnicas (hard skills), comportamentais (soft skills) e estratégicas em pessoas colaboradoras.
Seu objetivo não é somente a transmissão de conhecimento, mas também o desenvolvimento de habilidades, a ampliação das capacidades socioemocionais e o fortalecimento da cultura de aprendizado contínuo, o lifelong learning.
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Segundo o relatório “Workplace Learning Report 2024”, do LinkedIn, 7 em cada 10 pessoas dizem que a aprendizagem melhora seu senso de conexão com sua organização, e 8 em cada 10 pessoas afirmam que aprender acrescenta propósito ao seu trabalho.
Ao colocar a cultura de aprendizagem organizacional em prática, as lideranças conseguem transformar o capital humano em um diferencial competitivo, potencializam suas operações e alcançam os objetivos estratégicos. Assim, as organizações se tornam mais resilientes, adaptáveis e atualizadas no mercado.
Como cada empresa tem a sua forma de trabalhar e tem times com diferentes necessidades, existe mais de um tipo de aprendizagem corporativa. No entanto, todas elas têm como foco principal facilitar a construção de um ambiente receptivo com as mudanças e a busca constante por evolução.
Abaixo, veja os tipos de aprendizagem corporativa mais utilizados.
A aprendizagem sistêmica tem como base a observação e a vivência prática. O exemplo mais fiel desse tipo de aprendizagem corporativa acontece quando uma pessoa colaboradora aprende a realizar suas tarefas e rotinas de trabalho a partir da vivência com os processos aplicados na empresa.
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A liderança tem um papel fundamental na gestão do conhecimento e educação corporativa. Em um artigo da Mckinsey sobre a escolha pelo crescimento, um dos grandes destaques é que lideranças comprometidas possuem um conjunto claro de visão e planejamento, propiciando o engajamento de toda a organização.
Esse tipo de aprendizagem organizacional tem como base as orientações e a delegação de tarefas passadas pela liderança às pessoas funcionárias. Nesse caso, é possível transmitir conhecimento por meio de conversas, ensinamentos escritos e exemplos práticos.
Na aprendizagem corporativa em grupo o maior foco é o trabalho em equipe, no qual há a partilha de conhecimentos e informações de forma coletiva. Por isso, é uma ótima maneira de fortalecer a confiança entre as pessoas funcionárias e fomentar o desenvolvimento da organização por meio da troca de conhecimento.
Alguns exemplos práticos dessa abordagem são as dinâmicas em grupo, bate-papos virtuais, workshops, grupos de estudos, entre outros.
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O conhecimento apoia-se na própria empresa, ou seja, a aprendizagem cultural se baseia na cultura organizacional, como missão, visão e valores praticados na corporação.
Ao usar a cultura como método de aprendizagem organizacional é possível promover o alinhamento estratégico, fortalecer o senso de pertencimento e direcionar uma tomada de decisão que carrega os princípios e crenças da própria empresa.
Como o nome diz, a aprendizagem com experiência incentiva o aprendizado pelas próprias rotinas, evoluindo a partir de sucessos, erros e outras vivências do cotidiano corporativo. Esse tipo de aprendizagem reforça a ideia de que cada desafio vivido é uma oportunidade para crescer e se reinventar.
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Para que a aprendizagem e comportamentos organizacionais continuem em evolução, é importante implementar estratégias que incentivem o crescimento contínuo e a inovação.
Existem diferentes abordagens para construir uma cultura de aprendizagem organizacional, conforme listamos a seguir.
O aprendizado prático é um tipo de dinâmica que costuma trazer grandes benefícios, uma vez que ajuda a solidificar as experiências e aumentar o repertório das pessoas colaboradoras. Assim, fica mais simples cultivar um ambiente colaborativo, proativo e em constante transformação.
A colaboração entre os times pode acontecer de várias formas, com projetos interdepartamentais ou equipes multiculturais. Essa troca de conhecimentos entre diferentes áreas estimula a criatividade e proporciona novas perspectivas sobre problemas comuns, o que fortalece as relações interpessoais, o desenvolvimento de habilidades e as capacidades socioemocionais.
A implementação de programas de treinamento contínuos é outra estratégia fundamental para os mais diversos tipos de educação corporativa. Por este motivo, oferecer cursos internos, workshops e acesso a plataformas de aprendizado online para desenvolver habilidades relevantes e emergentes pode contribuir com a evolução dos times.
Outra iniciativa interessante é a criação de um programa de mentoria, no qual as pessoas colaboradoras mais experientes possam guiar aquelas com menos vivência na área.
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No relatório divulgado pela Harvard Business Impact, “2025 Global Leadership Development Study”, as expectativas quanto ao impacto da IA na aprendizagem neste ano são altas: 53% das pessoas entrevistadas estão buscando a IA para ajudar a gerenciar e prever melhor as mudanças, principalmente para a antecipação de lacunas de habilidades e futuras mudanças nas funções.
Neste sentido, a tecnologia deve servir como uma aliada aos processos de aprendizagem organizacional, atuando a favor das equipes. É interessante adotar ferramentas de IA que facilitem o compartilhamento de conhecimento e promovam o aprendizado colaborativo.
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Segundo relatório da Harvard Business Impact, a maioria das pessoas entrevistadas esperam que as lideranças dediquem mais tempo à aprendizagem neste ano de 2025 do que no ano passado. Isso mostra que capacitar gestores e gestoras é essencial para consolidar a aprendizagem corporativa.
Em contraponto, uma pesquisa da Deloitte revelou que 47% das lideranças apoiam plenamente as iniciativas de aprendizagem. Ou seja, menos da metade demonstra engajamento total, mas aquelas que o fazem, conseguem compartilhar conhecimento, alinhar estratégia ao desenvolvimento das equipes e zelar pelo crescimento sustentável da aprendizagem.
A gestão do conhecimento garante que nada se perca dentro da organização, enquanto a educação corporativa transforma esse conhecimento em aprendizado estruturado. Juntas, elas criam um ecossistema onde as pessoas e a própria empresa crescem em conjunto, formando uma cultura sólida de inovação empresarial, aprendizado contínuo e alta performance.
Para colocar isso em prática, é importante seguir algumas ações, como:
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A educação corporativa pode ser aplicada em empresas de diferentes tamanhos e setores. Algumas organizações, inclusive, tornaram-se referência pela metodologia adotada e pelos resultados alcançados. Confira alguns exemplos de empresas que acreditam na educação corporativa e a incorporaram no dia a dia.
Um exemplo clássico de aprendizagem organizacional é o caso da Toyota e o Toyota Production System (TPS).
Esse sistema se baseia na melhoria contínua dos processos e na eliminação de desperdícios. Ele começou a ganhar forma em 1918, quando Sakichi Toyoda, fundador da Toyota, desenvolveu um tear automático que interrompia a produção ao detectar um fio rompido.
A invenção deu origem ao princípio de jidoka, que significa “automatização com um toque humano”, e até hoje é um dos pilares fundamentais do TPS.
Levando o conceito para frente, em 1937, Kiichiro Toyoda, filho de Sakichi, desenvolveu o princípio do just-in-time, cujo foco é produzir exatamente o que é necessário, no momento certo e na quantidade adequada. A metodologia começou a fazer parte do dia a dia e se consolidou como o segundo grande pilar do sistema.
No pós-guerra, a Toyota enfrentava o desafio de aumentar sua produtividade com recursos limitados e, durante uma visita aos Estados Unidos em 1953, o engenheiro Taiichi Ohno observou como os supermercados abasteciam seus clientes: cada pessoa retirava somente o que precisava, quando precisava.
A partir dessa percepção surgiu o kanban, um método de controle visual que ajusta a produção conforme a demanda real, que se popularizou em muitos segmentos de trabalho. Ohno tornou-se conhecido como o “pai do TPS” por estruturar e aplicar essa filosofia de maneira prática nas fábricas da Toyota.
Com o passar das décadas, o TPS foi sendo refinado e hoje ele ajuda a otimizar a eficiência operacional, mas também promove um ambiente colaborativo e de aprendizado constante.
Na área de tecnologia, a Microsoft também se destaca com sua abordagem de growth mindset, promovida pelo CEO Satya Nadella.
Nessa cultura, a mentalidade de crescimento é considerada fundamental, afirmando que todas as pessoas podem crescer e se desenvolver, pois o seu potencial é cultivado, não determinado pelo acaso.
Os elementos centrais de se ter uma mentalidade de crescimento é a aprendizagem contínua, com profissionais que adotam o papel de aprendizes ao invés de afirmarem ter todas as respostas.
Ao estimular a mentalidade de crescimento, Satya Nadella levou a Microsoft para outro patamar, reposicionando a empresa com foco em cloud computing (Azure), IA e soluções multiplataforma, transformando a empresa.
O resultado é que, em 2024, segundo o relatório anual de 2024, a receita anual da Microsoft ultrapassou US$ 245 bilhões, um crescimento de 16% em relação ao ano anterior.
Assim, ao encorajar uma mentalidade de crescimento, onde erros são vistos como oportunidades de aprendizado, a Microsoft conseguiu revitalizar sua cultura interna e impulsionar inovações para competir diretamente com gigantes do setor.
Esses exemplos ilustram como a aprendizagem organizacional pode ser aplicada em diferentes contextos, contribuindo para o crescimento sustentável e o sucesso das empresas.
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