
A Alura Para Empresas é a organização que engloba as soluções corporativas da Alura — a maior escola online de tecnologia do Brasil, voltadas a empresas, órgãos governamentais e instituições educacionais.
Os dados estão se tornando, cada vez mais, uma matéria-prima fundamental para o planejamento de ações estratégicas nas empresas. E justamente por isso, a análise de dados se tornou um dos pilares de organizações de todos os portes.
No entanto, apesar dos benefícios, surge uma nova obrigação: a necessidade de garantir a segurança dessas informações. Afinal, a partir desses dados, as empresas passam a correr riscos reais, como ataques de invasão, vazamentos e exposição indevida de arquivos que afetam não apenas a operação, mas também clientes e parcerias.
Infelizmente, mais do que mera suposição, esses ataques já são uma realidade no Brasil. O “Global Threat Landscape Report” do FortiGuard Labs registrou 1,16 trilhão de detecções em 2025 — um crescimento de 16,71% em relação a 2024.
Considerando isso, o objetivo deste artigo é refletir sobre o conceito de segurança da informação, as medidas de proteção que existem, além de apontar dicas de como capacitar pessoas para trabalharem com essa área da tecnologia. Acompanhe!

Segurança da informação é o conjunto de práticas, processos e tecnologias voltados para proteger dados e sistemas contra acessos não autorizados, vazamentos, alterações indevidas e destruição, seja de origem externa ou interna.
Seu conceito envolve também informações físicas, processos operacionais e o comportamento das pessoas dentro da organização. Por isso, é comum dizer que existem três pilares da segurança da informação, conhecidos pela sigla CID:
Esses três princípios funcionam de forma interdependente, ou seja, uma falha em qualquer um deles — como um sistema fora do ar, um dado adulterado ou um acesso indevido — já configura um incidente de segurança com impacto potencial para o negócio.
VEJA TAMBÉM:
Governança de dados: o que é e como implementar
Cibersegurança nas empresas: tudo o que você precisa saber
O que é e como implementar uma política de segurança da informação em empresas de tecnologia?
Agora que você já entende o que é segurança da informação, é indispensável conhecer o cenário de ameaças cibernéticas no Brasil. No segundo semestre de 2025, a América Latina registrou um total de 1,01 milhão de ataques DDoS (sobrecarrega sites) — dado extraído do relatório de inteligência de ameaças da Netscout Systems.
Para lideranças ou pessoas que ocupam o cargo de analista de segurança da informação, esse número mostra que a proteção contra ataques não é mais opcional, mas uma prioridade estratégica para garantir a disponibilidade dos serviços e a continuidade do negócio.
Além disso, a segurança de dados não é apenas um diferencial competitivo; é também uma obrigação legal, a partir da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O artigo 6º da Lei prevê a obrigação de adotar medidas para proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de acidentes.
Leia também: Governança de dados - o que é e como implementar
As funções da segurança da informação são, principalmente, identificar, registrar e combater as ameaças de roubo, danos e perdas de dados.
Para isso, as ações desse tipo de cargo compreendem processos para blindar, de maneira sincronizada, os ativos digitais e físicos referentes à informação, a partir de 5 principais áreas:
Leia também: O que é um Chief Automation Officer (CAO) e por que sua empresa pode precisar de um?
As ameaças à segurança da informação evoluíram significativamente nos últimos anos. Se antes os ataques dependiam quase exclusivamente de habilidades técnicas avançadas, hoje qualquer agente malicioso pode adquirir ferramentas prontas na darknet e executar operações com poucos recursos.
O “Global Threat Landscape Report” do FortiGuard Labs, inclusive, aponta que a Inteligência Artificial está acelerando esse processo, automatizando desde a criação de malware até campanhas de phishing em larga escala.
Para você entender mais sobre essas ameaças, abaixo listamos os tipos de ameaças mais comuns no ambiente corporativo.
A transformação digital acelerou os processos nas empresas, mas também ampliou significativamente a exposição a riscos. E os números mostram que isso já é realidade no cotidiano corporativo brasileiro.
Segundo o ESET Security Report 2025, 25% das empresas brasileiras afirmam ter sido vítimas de ciberataques.
No âmbito financeiro, um terço das empresas brasileiras registrou perdas de pelo menos US$ 1 milhão em decorrência de ciberataques nos últimos três anos, segundo a pesquisa Digital Trust Insights 2025 da PwC.
Esse cenário de perdas é agravado pela nova velocidade das ameaças: o CrowdStrike 2026 Global Threat Report revela que o tempo médio de invasão (breakout time) caiu para apenas 29 minutos, o que levou a um aumento de 89% nos ataques impulsionados por IA.
Portanto, a segurança da informação deixou de ser uma demanda exclusivamente técnica para se consolidar como um pilar de resiliência do negócio. Em um cenário no qual as invasões ocorrem em minutos e os danos à reputação impactam diretamente a retenção de clientes, proteger os dados é proteger a própria organização.
Leia também: Como aplicar uma gestão data driven no dia a dia?
A pessoa especialista em segurança da informação é responsável por proteger os sistemas e dados de uma organização contra ameaças e ataques cibernéticos. Na prática, suas principais responsabilidades envolvem:
A presença desse tipo de profissional é cada vez mais estratégica, pois com a sofisticação dos ataques e a expansão do uso de IA no ambiente corporativo, a segurança da informação deixou de ser responsabilidade exclusiva da área de TI e passou a fazer parte da agenda de lideranças em todos os níveis.
Leia também: Ética e Inteligência Artificial - desenvolver a tecnologia com consciência
Construir uma cultura de segurança da informação não acontece de uma vez; é um processo contínuo que envolve estrutura, pessoas e tecnologia trabalhando de forma integrada. Algumas práticas fundamentais para começar são:
Mapeie os ativos digitais da empresa, identifique vulnerabilidades e defina um padrão de segurança. Essa estrutura será a base para todas as demais ações e deve ser revisada regularmente pela equipe, já que o cenário de ameaças evolui rapidamente.
Leia também: A arquitetura de segurança como uma ferramenta para proteger sua empresa
Ferramentas de segurança da informação são essenciais, mas pouco adiantam se as pessoas da organização não estiverem preparadas para usá-las. Treinamentos em cibersegurança e digital skills reduzem significativamente o risco de ataques que exploram o comportamento humano, como phishing e engenharia social.
Junto com a sua equipe, simule ataques para avaliar a eficácia dos mecanismos de proteção e identificar brechas onde a segurança está com nível baixo, antes que agentes maliciosos o façam.
Defina claramente quem pode acessar quais informações, como os dados são armazenados e por quanto tempo. Isso irá ajudar a garantir a conformidade com a LGPD e reduzir a superfície de exposição.
Mais do que reagir a incidentes, o objetivo é antecipar ameaças. Isso significa monitoramento contínuo, atualização constante de sistemas e uma cultura organizacional em que a segurança da informação seja responsabilidade de toda empresa, não apenas da equipe de TI.
Para que essa abordagem funcione na prática, é fundamental que as pessoas da organização tenham acesso a conhecimento atualizado sobre tecnologia e cibersegurança. Afinal, segurança digital depende tanto de ferramentas quanto da preparação do time para utilizá-las corretamente.
Conte com o ecossistema Alura Para Empresas, que oferece trilhas de aprendizado em tecnologia e negócios para capacitar times inteiros — do nível introdutório ao avançado, de forma personalizada. Fale com nosso time de especialistas e entenda mais sobre a nossa parceria!
Leia também: Frontier Firms - o que são e como elas estão transformando o trabalho com IA?